4/11/2014

"TUMULTO NA CÂMARA" - Com medo de ser cassada prefeita Gleide Santos, arma tumulto para impedir leitura de denúncia na Câmara


Pref. Gleide e Hélio Soares
Açailândia - Numa tentativa desesperada de boicotar a sessão da Câmara de Vereadores da cidade de Açailândia, localizada a 566 km de São Luis, a prefeita Gleide Santos (PMDB), armou executou uma estratégia de ocupação do plenário do Legislativo com servidores municipais nomeados, ou seja, os detentores das conhecidas portarias.
A estranha lotação, foi motivada pela movimentação dos vereadores em relação a denúncia apresentada à Câmara pelo eleitor do município de Açailândia, Cleones Oliveira Matos, onde figuram acusações sérias de má gestão dos recursos públicos, indícios de desvio de verba da Merenda Escolar, através do pagamento de empresa, sem que no período do pagamento, entre 10 e 13 de janeiro deste ano, houvesse sequer um aluno em Sala de Aula.

De acordo com o vereador José Francisco Gonçalves Sousa (PSB), popularmente conhecido como Canela, as aberrações no claro desvio de dinheiro público é tão grave que, segundo a denúncia, enquanto um pacote de leite em pó integral foi comprado pela Prefeitura por R$ 11,00, a denúncia afirma que “um litro de leite integral, com a mesma embalagem, em qualquer mercearia, custa cerca de R$ 3,00”. “Foram oito mil pacotes comprados com este preço abusivo, dando clara demonstração de supervalorização do produto, quando na verdade, o que deveria valer é o menor preço, abaixo da prática de mercado. Mas as denúncias vão muito além”, disse Canela.
Ver. Canela

Outra questão apontada pela denúncia foi a utilização de máquinas da prefeitura para realização de obras na fazenda da prefeita. “Isso foi mais um agravante, pois a utilização do maquinário a serviço do município, pago com o dinheiro público, além dos servidores, para uma propriedade particular da prefeita, é ato de improbidade, que deve ser punido com os rigores da lei”,  considerou.
Canela lamentou que a denúncia não fora posta em pauta para a sessão da última quinta-feira, da Câmara, entretanto, uma sessão extraordinária, convocada por 12 dos 17 vereadores, acontecerá hoje, às 20h, com objetivo exclusivo de apreciar a denúncia. “Não se trata de perseguição, mas de averiguar a denúncia, conforme o inciso II, do Art. 5º, do Decreto-Lei nº 201/1967”, justificou ele.