9/03/2016

“O que se constata na saúde pública de Acailandia não condiz com o tratamento que humanos merecem receber”



AÇAILÂNDIA - A situação de funcionários, acompanhantes e pessoas que buscam atendimento no SESP é preocupante e o tratamento que as pessoas estão tendo é indigno do ser humano.

 “O que se constata na saúde pública de Acailandia não condiz com o tratamento que humanos merecem receber”
Embora o gestor tente se explicar afirmando que ele está sendo vitima de perseguição politica e que as dificuldades são normais e advindas das vicissitudes econômicas do país, o que realmente fica claro é a ineficiência da gestão ao desrespeitar os direitos fundamentais da dignidade da pessoa humana.


A Informacao  repassada por funcionários da administração do SESP, é que atualmente existem 122 pessoas na fila de espera por cirurgias que não foram realizadas por falta de anestesistas e entre as pessoas que entrevistei, haviam gente com fratura há 20 dias esperando para ser operado no hospital.



Muitas das pessoas que estão aguardando estas cirurgias ocupam os corredores, e a recepção tem imensa fila, tanto de pacientes novos como seus acompanhantes veem a situação piorar a cada dia com o acumulo de mais e mais doentes.


As condições de trabalho para os técnicos e enfermeiros são as mais precárias que se possa imaginar, “faltam medicamentos básicos, papel higiênico e copos descartáveis” afirmou um funcionário que ainda diz estar preocupado pois não existe segurança para a própria saúde dele. “Estao misturando pessoas com doenças respiratórias, doenças agudas e pacientes que aguardam cirurgias ortopédicas lado a lado, isso é complexo, pois além dos pacientes, os pais ou mães que são acompanhantes correm risco de contrair doenças graves por infecção hospitalar”

O caos na saúde é visível a olho nú, mas de acordo com a secretária municipal de saúde, Kerly Cardoso, essa situação será atenuada com a inauguração da UPA construída e mantida pelo governo federal.


Sofrimento

Segundo o acompanhante Nilcivan Dias Pereira, a situação atual é de total sofrimento e calamidade. “Enfim, todos sofrem: o doente porque não é curado; seus acompanhantes porque não tem assistência, os funcionários porque são eles que estão aqui fazendo milagres”