8/09/2013

Assembleia de Deus e os algozes da coerência

Quero iniciar minhas palavras pedindo desculpas aos que acham que este artigo seria para acalento do ego dos que são contrários a normas e regras de determinados segmentos, mas, para manter a coerência, quero ressaltar que falarei com base nos dois lados dessa história que, cada dia que passa, vira alimento dos abutres da fé.

Proibidos de ir a shows pagos!
Jamais concordaria com proibições ao direito de qualquer um em ir e vir, acho além de absurdo, uma afronta a liberdade que Jesus conquistou lá na Cruz, no entanto devemos observar que, quando estamos em algum local ou instituição, devemos observar quais suas regras e regimento.

Esse é o principal ponto que leva as pessoas a fazerem interpretações erradas sobre as coisas e, de forma incoerente, acabam julgando e condenando, tornando-se juízes de causa própria, ou seja, buscam acalentar o ego com ataques as pessoas e até mesmo atingindo famílias, buscar os dois lados da história faz bem e não mata ninguém.

Por que e como ocorre a proibição?
Essa explicação vai especialmente aos assembleianos que em sua maioria, atacam sem ao menos conhecerem as regras impostas aos membros da igreja na qual pertencem.

Dentro da instituição Assembleia de Deus existe um estatuto, e esse estatuto diz que os membros não podem participar de shows que cobram, visando unicamente a lucratividade financeira, a única forma de extinguir essa regra seria em uma reunião do conselho da igreja, ou seja da COMADESMA, na qual seria votada a retirada ou não desse termo, do contrario, nem presidente, nem membros com influencia podem tirar a tal regra proibitória.

Cavalcante na berlinda!
O presidente da COMADESMA, Pastor José Alves Cavalcante sempre é atacado e crucificado por essa regra, no entanto, poucos citam o fato de que ele já levou essa assunto para plenária do conselho, e este conselho que é formado em sua maioria por pastores de regimento ministerial antigo e religioso, acabam mantendo a regra de proibição, geralmente o conselho do ministério é formado por homens de idade avançada com mente quase que “intransformavel”, e por isso a juventude acaba sendo prejudicada por não participarem dos eventos voltados para eles.

Outro dia Cavalcante subiu ao púlpito num culto geral das Assembleias de Deus de Açailândia e, afirmou que ele mesmo não tinha problemas quanto a participação dos jovens nos eventos, mostrando uma mudança de atitude, mas, que infelizmente na votação do conselho, a decisão de proibir os membros havia sido mantida, alguns membros com quem conversei afirmaram que o problema não é o Cavalcante, mas sim, o conselho geral que decide em votação democrática, manter ou não algum item contestado no estatuto.

O lado prejudicado!
O lado ruim de tudo isso, é que lideres com evidencia como o Pr. Cavalcante e outros da AD, acabam sendo crucificados, julgados e condenados pelos incoerentes, principalmente por quem não faz nem parte dessa instituição.

As criticas dão vazão a difamação, alguns se fazendo da desculpa de defender os que são proibidos, acabam se esquecendo que, por trás desses lideres existem famílias e sentimentos envolvidos, bandidos não convivem normalmente no meio do povo, e alguns desses difamadores nem se quer aparecem, ao contrario dos lideres que nunca se escondem e sempre dão a cara a tapa, assumindo suas responsabilidades e enfrentando os problemas no diálogo e no campo das ideias.

Aos jovens e discordantes da regra!
Aos que fazem parte da igreja AD e não concordam, deixo a dica de buscarem os porquês e as bases para essa proibição, perguntem, dialoguem, façam acordo, mas sejam coerentes e antes de julgar e condenar, procurem conversar, desabafe com seu líder e mostre sua indignação, isso não é pecado, o pecado está em deixar que a ira te transformar em juiz dos outros.

Alguns saíram da Assembleia de Deus por não concordarem com as regras, o que é perfeitamente compreensível, afinal, ninguém é escravo ou obrigado a fazer ou ficar onde não se sente bem, mas, infelizmente alguns que saíram para se libertar das proibições, ao invés de viver a tal liberdade que supostamente conquistaram, ficam promovendo picuinhas e deixando o reino cada vez mais dividido.

Deixo como conselho com base na Bíblia, que, ninguém é escravo de normas e regras, no entanto quando aceitamos estar dentro devemos seguir, eu particularmente não concordo com as proibições como já disse antes, mas, não posso, por isso, me dar ao direito de atacar a honra e difamar homens que assim como eu, são sujeitos a erros, falhas e da mesma forma, também estão sujeitos à submissão nesses casos.

Por outro lado, os membros contestam o fato de que diante da proibição de ir a shows pagos, a AD apoia a ideia de cobrar suas conferencias e congressos internos, controverso ou não, pra quem contesta isso, o melhor é discutir internamente com seus líderes, ao invés de ser algozes e juízes deles, pois como diz a Palavra, "...Na mesma medida em que julgares, também serás julgado..." (Mateus 7:102).

E não generalize, a única igreja que tem essa proibição é a Assembleia de Deus por conta de um estatuto, as demais liberam normalmente, por isso não falem de todos como se fossem uma só identidade.

Encerro minhas palavras com dois versículos peculiares ao assunto!
Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.” (Gálatas 5.1)
"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam". (I Corintios 10:23)

Gilberto Freire