5/05/2015

"TOMA LÁ-DA-CÁ"

Prefeita Gleide Santos e o jantar do “TOMA LÁ-DA-CÁ”…


Acuada e sem alternativa, Gleide Santos oferece jantar do “CACHIMBO DA PAZ” a vereadores para negociar o mandato.
Gleide JantarAcuada e a deriva, especialmente com o rumo imprevisível que possa tomar as investigações da comissão processante de vereadores, a prefeita de Açailândia Gleide Lima Santos (PMDB), enfim baixou o topete e começou a atirar os últimos cartuchos que ainda lhe resta para evitar a eminente cassação do seu mandato.
O primeiro passo da estratégia da “Dama de Ferro”, além da tentativa frustrada de cooptar o voto do vereador José Pedro Coelho Junior (PDT), ofertou em sua residência um delicioso jantar para sete (07) vereadores com o intuito de persuadi-los com os encantos da máquina administrativa e consequentemente,“negociar” (o toma-lá-da-cá) o apoio incondicional destes, para ficar livre do “impeachment” da cassação do seu mandato. Um terreno fértil para qualquer aproveitador inescrupuloso realizar a colheita do aviltamento de surrupiar a coisa pública, sem aferir as consequências desastrosas e vender a própria dignidade.
O jantar minuciosamente planejado e gentilmente servido a “luz de vela” pela anfitriã para os sete convidados privilegiados, tinha como alvo principal a cooptação de dois vereadores – que ainda não se decidiram se são “gregos ou troianos” – Aluísio Silva Sousa (PSDB) e Marco Aurélio de Oliveira (PC do B), que nos cálculos da mesma, são os mais onerosos para seu objetivo, porém, o antídoto essencial para resolver de vez o seu dilema no processo que tramita na Câmara Municipal. De fato, para garantir a sua absolvição, caso o processo vá a julgamento pela Câmara, a prefeita acusada precisará no mínimo que seis (06) vereadores votem contra as acusações para impedir a cassação do seu mandato.
Mesmo com o jantar do “cachimbo da paz”, os cálculos do “toma-lá-da-cá” continuam indefinidos. Na verdade, o que mais tem dificultado os acordos escusos de Gleide Santos são os próprios exemplos do seu passado sombrio, principalmente por não honrar os compromissos com seus aliados, só promessa e nenhuma realização, ao contrário do que se tem visto falar do vice-prefeito Juscelino Oliveira (PP), que, embora solitário, tem a confiança da maioria dos vereadores e tem repassado muita esperança de novos rumos ao povo de Açailândia.
Segundo o que se comenta nos bastidores políticos, dos sete vereadores convidados e essenciais para a remissão de seus pecados, atualmente a “Guerreira” tem dúvida até dos seus quatros fiéis escudeiros, os vereadores: Lennilda Costa (PMN), Fábio Pereira (SD), Sarney Moreira (PRTB) e José Eli Martins (PSDB), por tomar conhecimento que os quatros fiéis estão insatisfeitos com o “governo de excelência”, o que não é pra menos, pois, exemplos é que não faltam: A primeira (Lennilda Costa) que é orientada pelo seu esposo Irmão Carlos, que tem demonstrado desde o início do mandato, total e absoluta fidelidade aos caprichos da mandatária, nunca foi devidamente prestigiada e nem incluída nos planos do governo municipal.
Aliás, por provar sua lealdade, a vereadora vem pagando um preço altíssimo. Além de ter colocado seu mandato em risco quando então presidente da Câmara, atualmente enfrenta um ambiente hostil no parlamento mirim, por ter de se expor ridiculamente para agradar as pirraças da “chefa maior”, quando denunciou sorrateiramente no Ministério Público, dez colegas vereadores (inclusive o próprio irmão e o vereador Fábio Pereira), acusando-os de receberem propinas de uma aciaria. Contudo, Gleide Santos recusa-se a dar qualquer Secretaria para Lennilda Costa, ou mesmo para o esposo, Carlos Miranda.
O segundo da lista dos “fiéis”, vereador Fábio Pereira (denunciado por Lennilda Costa), Gleide Santos tem deixado transparecer a sua desconfiança em relação ao mesmo, principalmente, por pesar na própria consciência de não ter cumprido integralmente com o acordo da Secretaria de Agricultura e outras “coisas” mais, quando o atraiu com os encantos do governo.
Quanto aos dois últimos vereadores da lista dos fiéis, assessores da prefeita comentam a “Boca Miúda” que não tem dúvida de suas “lealdades”, para tanto, basta manter os aluguéis de alguns imóveis em dias e pagar o aluguel de uma “lata velha” (que o dono chama de trator) que não vale a mensalidade que recebe. Talvez por estas e outras coisas mais, é que alguns vereadores votaram pelo o acatamento da denúncia, no entanto, ainda não pensaram na perspectiva do final deste “jogo” dá Juscelino Oliveira na cabeça, que, diga-se de passagem, possui todos os requisitos e possibilidades de ver essa “QUEDA DE BRAÇO”.
Vereadores Aluisio e Marquinho-
Vereadores Aluísio e Marquinho
Bom, o destino de Açailândia está nas mãos dos vereadores; Aluísio Silva Sousa e Marco Aurélio de Oliveira. Dos dezessete (17) vereadores que compõe a Casa Legislativa de Açailândia, dez (10) deles, estão inclinados a votarem pela cassação do mandato da prefeita Gleide Santos, faltando apenas dois para completar o quórum qualificado do“impeachment”, onde literalmente o destino de Gleide Santos e do povo de Açailândia ficaram nas mãos dos vereadores intitulados de independentes; Aluísio Silva Sousa eMarco Aurélio de Oliveira.
Aluísio Sousa, vereador de cinco mandatos com vinte (20) anos de experiência tem demonstrado um comportamento muito estranho na Câmara Municipal, embora critique em todos os aspectos a desastrosa administração e ainda lembra quando Gleide Santos afirmou na justiça que o próprio falsificou sua assinatura para conseguir ser candidata em 2012, há poucos dias, quando então membro da Comissão Processante em vigor, votou pelo arquivamento da denúncia contra Gleide Santos.
Já ao vereador Marco Aurélio, filiado ao partido (PC do B) do Governador Flávio Dino, vive momentos de muita indecisão, não sabe se é “grego ou troiano”. Na verdade, o vereador de três mandatos que há tão pouco tempo fazia oposição ferrenha aos desmandos da denunciada, tem mudado o seu discurso, inclusive teria tentado uma aproximação de Gleide Santos com o governo estadual, porém, não obteve sucesso e diante de tal situação, vive o dilema de qual caminho seguir.
De um lado, no município vive a tentação de ser agraciado com a oferta para que o mesmo indique da sua livre escolha, um titular para a Secretaria de Meio Ambiente, todavia, ressabiado com as promessas momentâneas da “Guerreira”, não se decidiu ainda se “vende o seu voto ou não”. Do outro lado, no Estado, o vereador sabe perfeitamente que o governo não vê com bons olhos a união com a gestora municipal do PMDB. Visão esta que vale também para o vereador Aluísio Silva Sousa.
Em resumo, ladeada por condenações, denúncias, processos e investigações que brotam de todos os lados, a prefeita de Açailândia Gleide Lima Santos, vive um verdadeiro “inferno astral político”, especialmente, por ter deixado de honrar os acordos com seus aliados (imagine com os acordos com os adversários), o certo é que o assédio da prefeita não vai convencer os dois vereadores tão facilmente, até por que, os dois também são muito amigos do vice-prefeito Juscelino Oliveira e nesta disputa somente o tempo revelará de que lado os dois ficarão.