11/25/2013

Cresce a possibilidade de acontecer eleições indiretas para o governo do estado do maranhão

Quem será o próximo governador ou governadora do Maranhão? A resposta seria óbvia: - é necessário aguardar o resultado das eleições de 2014. Porém, o Maranhão pode ter um novo representante do Executivo Estadual já em abril do ano que vem e essa possibilidade de uma eleição indireta realizada na Assembleia Legislativa do Maranhão já está no centro das discussões no cenário político maranhense.

Ao contrário do que deve ocorrer em outubro, pode ser o voto popular não seja utilizado para escolher um provável governador por pelo menos oito meses em 2014. Na verdade, antes do pleito universal que ocorrerá normalmente, o voto dos 42 deputados do parlamento estadual poderá eleger qualquer um político que esteja disposto a exercer um mandato tampão entre abril e final de dezembro de 2014, desde que claro, obedeça as regras determinadas pela Justiça Eleitoral, tais como idade mínima para o cargo, filiado a partido político, domicílio eleitoral no estado.

Eleições Indiretas

Considerando a possibilidade da governadora Roseana Sarney (PMDB) optar em disputar uma vaga para o Senado Federal. Neste caso ela terá segundo a Justiça Eleitoral até abril para se desincompatibilizar do cargo, quem assumiria de forma natural seria o vice-governador, Washington Luís (PT), porém este pode estar fora do cenário político, uma vez que ele candidato único à vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Então existe uma grande possibilidade dele ser referendado pela Assembleia. Como estamos nos dois últimos biênios do governo, a Constituição do Estado, prevê a convocação de uma eleição indireta para um mandato “tampão”.

Embora a disputa oficial seja aberta e dependa dos votos dos parlamentares da Assembeleia Legislativa, especula-se que o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão seja o nome mais cotado para assumir o cargo.

È importante considerar, que uma vez no cargo, nada o impede de também entrar na disputa eleitoral neste mesmo ano visando permanecer no cargo, ou seja, buscando uma reeleição.

Articulação Política 

Comparando a conjuntura política atual com um jogo de xadrez é possível afirmar que ainda estamos longe do xeque-mate, jogada que decide o jogo, mas considerando todo o trâmite que deve confirma o vice-governador no TCE, Arnaldo Melo que corre, digamos assim, por fora da disputa direta eleitoral em 2014, pode de fato sair vencedor desse acirrado pleito, por hora já anunciado.

Primeiro por quer é notório seu interesse pelo cargo e segundo por sua proximidade com Washington e empenho pessoal na consolidação do nome dele para a vaga do TCE. Além disso, embora a governadora tenha defendido o nome do pré-candidato Luís Fernando (PMDB), ela sempre pregou que o candidato precisa viabilizar-se.

Porém, Arnaldo não fala em articulação e atem-se apenas aos tramites legais do processo. De forma também prudente o líder do PMDB na Casa diz que é necessário primeiro concretizar a eleição do novo conselheiro do TCE e a decisão da governadora Roseana concorre ao Senado: “Ela tem afirmado que não sairá do Governo”, disse.

Porém o parlamentar considera Arnaldo Melo o substituo natural da governadora caso isso aconteça para um mandato tampão ou viagens temporárias da governadora. Por outro lado, Costa deixa em aberto também a possibilidade de que haja outros nomes na disputa: “Se houver mesmo essa possibilidade temos que ver o momento em que vai se dar isso e as pessoas que vão concorrer ao cargo”, analisa.

O deputado oposicionista, Marcelo Tavares (PSB) além de considerar as eleições indiretas legítimas, revelou a O Imparcial que a tendência da Oposição será votar em Arnaldo Melo: “Nós não enxergamos a possibilidade de votar um nome que esteja ausente desta Casa e mais do que isso, se Arnaldo Melo assumir por trinta dias por que nós vamos fazer um quarto governador neste período?”, questiona o deputado que também avalia como natural deixar Arnaldo no cargo.

Com a provável saída de Arnaldo Melo para o governo do Estado o vice, Max Barros (PMDB) assume e convoca nova eleição ara o cargo de presidente da casa. Embora o cenário atual aponte vitória de Max, que conta com apoio de governistas e ainda poderá levar votos dos oposicionistas, em abril outro cenário político poderá está desenhado na Assembleia, já que será ano eleitoral. (O Imparcial)