7/04/2012

Açailândia: Desejos de uma cidade e do seu povo

Fim das convenções. Cada candidato contabilizou quem colocou mais gente na festança partidária. Foram-se os pré-candidatos agora temos efetivamente candidatos.
Daqui a alguns dias as campanhas estarão nas praças, ruas, avenidas, becos, guetos…
Nos lares, igrejas, associações, escolas, postos de trabalhos, bares e até cabarés serão “fóruns” de debates e discussões populares sobre as eleições, afinal é “ano de política”.
Daqui a algumas semanas as campanas estarão na tevê e nas ondas do rádio. Candidato para tudo que é gosto, para todas as tribos: dos doutores aos analfabetos; dos empresários aos marreteiros; das feministas às dondocas; dos machões aos qualiras; dos católicos aos evangélicos passando pelos macumbeiros; dos estudantes aos gazeteiros, enfim, não há “categoria” que possa reclamar por falta de opção de candidatos.
Mas, o que a cidade espera dos candidatos? O que Açailândia  dos tais 31 anos deseja e precisa para ser uma cidade digna e melhor para a cidadania fluir com dignidade?
Em linhas gerais a cidade quer saber de propostas inovadoras, viáveis, factíveis e que venham ao encontro dos anseios do povo, que está puto da vida com slogans bonitos, peças publicitárias bem elaboradas, programas de tevê bem produzidos e uma bela apresentadora dizendo que a nossa vida “vai melhorar”, e depois da campanha porra nenhuma.
O povo quer uma cidade bonita, arrumada, tranquila, segura.
O povão quer ir às ruas  e poder pisar em asfalto, bloquetes e não em poças de lama, além de poder contar com uma infra-estrutura decente. 
O trabalhador quer ônibus dignos, novos, limpos.
A rapaziada quer praças bem urbanizadas para passear, namorar, que tenha um “parquinho” para a gurizada brincar, bem iluminada para ter segurança à noite.
O pobre quer um hospital que o atenda como ser humano, com respeito e presteza.
O cidadão que escolas em tempo integral em que possa confiar os seus filhos ao sistema municipal de educação com a certeza que ele pode ter um futuro promissor.
O jovem que projetos e programas que ocupem o seu tempo livre para que não seja obrigado ver esse tempo livre invadido pelas drogas, pelo crime e pela prostituição.
As massas não querem muita coisa não, senhor candidato a prefeito, senhor candidato a vereador.
A cidade não quer nada de tão pomposo. Aliás, a cidade quer até menos do que os senhores prometem durante a campanha e não cumprem.
A cidade quer ser vista como cidade.
O povo quer ser visto como povo.
Ao menos uma vez.