5/25/2014

A VIDA, QUE PASSA RÁPIDO, RÁPIDO, NÃO FOI FEITA PARA PESSOAS EGOÍSTAS


Francisco Vieira
É para isso que serve a morte: nivelar todos por baixo! Por mais importante ou arrogante que a pessoa seja, por mais posses que tenha adquirido, no dia da morte terá que deixar tudo. Até aquele terno de marca ou aquela bolsa cara ficarão e serão decompostos.
No dia da morte, o mister Ceifas passará a régua na vida do nababo e ele ficará no nível do que realmente era: um ser humano. Apenas. E o doutor perfumado despertará o mesmo asco que o mendigo fedorento.
Algumas pessoas, percebendo isso, valorizam o que é realmente importante nesta vida: as pessoas amadas, a família, o pai, a mãe, os filhos, os amigos que podem partir, sem o menor aviso, de hoje para amanhã…
Outros, não! Como não têm inteligência suficiente para perceber o próprio fim, acumulam tantas posses que precisariam viver mil anos para usá-las completamente. Para estes, ser rico e viver confortável não é suficiente. O que importa mesmo é ter mais que o vizinho e querer mais e mais e mais, nem que para isso tenham que produzir dor a seus semelhantes.
MÍSEROS 150 MIL REAIS…
Não se lembram daquele político-empresário do Distrito Federal que, mesmo tendo bilhões de reais em imóveis, foi flagrado recebendo míseros 150 mil de propina? Mas, até mesmo para ele, a vida não tem “cheque especial” e, quando o saldo existencial acabar, não levará nada e terá o mesmo fim das pessoas que ele ajudou a roubar. Quem sabe não perceberá, tardiamente, ao sentir as dores das doenças atrofiantes, que desperdiçou seu tempo a juntar coisas para os outros e que, agora, não há mais tempo para nada?
A vida, que passa rápido, rápido, não foi feita para pessoas egoístas, pois estas sofrerão muito por terem que se separar dos seus bens ao serão nivelados ao nível da areia da praia, como todos nós. Serão reduzidos a um simples inventário!
A vida foi feita para pessoas altruístas, que se sentem bem em construir algo para o bem da humanidade e deixar o mundo um pouquinho melhor do que quando acharam. Quem fez o que deveria ter sido feito, com toda certeza, parte desta vida com o sentimento de dever cumprido.

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