7/31/2013

Rotina no Judiciário: Advogados são humilhados em suas relações com os juízes



Roberto Monteiro Pinho
No dia-a-dia das atividades forenses, os advogados não têm sido violados apenas em suas prerrogativas específicas, mas têm aturado vilipêndios que a nenhuma categoria profissional deveriam ser impostos, eis que cotidianamente enfrentam o panorama das serventias judiciais abarrotadas, dos processos estagnados, das audiências impontuais e das mais diversas idiossincrasias por parte dos membros do Poder, dentre as quais a arrogância.
Um dos conceituados pensadores, René  Descartes, cita que: “Humanamente não existe um ser feliz sem que o outro também seja”. É o que infelizmente ocorre nas relações entre juízes e advogados, o que, consequentemente contamina a própria justiça, o próprio Pacto Republicano que prevê a interação entre os poderes, sendo a advocacia um desses poderes.
Como se vê, além de moroso, é hostil o ambiente no qual o advogado, na defesa dos interesses do jurisdicionado, se movimenta, com involuntária baixa na qualidade da prestação jurídica, que embora dele não dependa, isso infelizmente ocorre.
Estando o Judiciário elevado a posição de destaque nos novos tempos de abordagem constitucional, deve estar em condições de cumprir a tarefa histórica que lhe é imposta. Isso requer mudanças de paradigma, como o maior respeito dado ao advogado – que, como dito, exerce uma função essencial à Justiça e faz jus a tratamento condizente – e ao jurisdicionado, que é a própria razão de ser do Judiciário.
Ao mesmo tempo, é preciso que se valorize o serventuário, cujo esforço cotidiano – não raro em condições precárias – é imprescindível para que a máquina funcione. Dos magistrados é esperada urgente uma nova mentalidade, redescobrindo-se como servidores públicos, isto é, na tarefa de servir ao público.