1/04/2016

Flávio Dino pode chegar com base rachada no interior em 2016

xxx(Imagem:O Estado)
 
O ano de 2015 se encerra para os partidos da base do governo Flávio Dino como um prenúncio de que, em 2016, eles podem estar em lados opostos na disputa eleitoral em vários municípios. O clima já é de tensão em cidades como São Luís, São José de Ribamar, Timon e Santa Inês. Mas o acirramento já é explícito mesmo em Imperatriz, onde PDT e PCdoB se engalfinham desde já pela hegemonia da candidatura na base governista.
Em Pinheiro, a disputa ganhou contornos de crise quando o médico Leonardo Sá, que era filiado ao PDT – com a garantia de que seria candidato a prefeito – deixou o partido, sem maiores explicações, para concorrer pelo PCdoB. Desde então as duas legendas se alfinetam mutuamente na política pinheirense.
A guerra em São José de Ribamar ainda é surda entre o prefeito Gil Cutrim (PDT) e o ex-prefeito Luis Fernando Silva (PSDB). Ex-sarneysista, Luis Fernando é o prefeito de Flávio Dino, mas a família Cutrim já não nutre tanta simpatia por ele, que também fez questão de se manter à distância para não se queimar com a gestão. O resultado é que o prefeito do PDT já articula com PSB, PT e até com o PMDB a formação de uma chapa governista para polarizar com o neo-tucano.
Mas é em Imperatriz onde a guerra mostra-se mais acirrada. Segundo maior colégio eleitoral do Maranhão e um dos maiores municípios do estado, a cidade é estratégica para a consolidação do projeto de poder do governador Flávio Dino. Mas o seu PCdoB – que, diga-se de passagem, era apenas um vulto local até 2014 e agora pretende chegar ao poder por lá – se vê ameaçado pelo PDT, parceiro estratégico, que começa a cobrar a fatura dos apoios, tanto em 2012 quanto em 2014. 
“Todos sabem que o PDT não rachou a oposição, pois tivemos responsabilidade e conseguimos unir a oposição para derrotar o grupo que dominava o Estado. Unidos, ganhamos para o Senado e ganhamos para o Governo. Todos sabem que o PDT ia indicar na chapa de governo o candidato a vice governador, mas para unir a oposição fizemos o gesto de sair da chapa para podermos deixar unido todo o grupo e podermos vencer as eleições”, disse o presidente regional pedetista, Weverton Rocha, semana passada, em confraternização da legenda em Imperatriz.
O PDT quer o apoio do PCdoB à deputada Rosângela Curado, mas os comunistas dão de ombros e chegam mesmo a hostilizar a candidatura pedetista. Tanto que já tentaram construir dois nomes na cidade – o do secretário de Infraestrutura Clayton Noleto e o do deputado estadual Marco Aurélio.
A movimentação comunista irrita o PDT, que se sente rejeitado, mesmo após abrir mão de postos importantes em eleições passadas. A cúpula comunista tenta contemporizar.(Com informações deO Estado do Maranhão). 

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