10/08/2013

Greve dos bancários pode ser a mais longa da história

Na noite de segunda-feira, os  bancários rejeitaram a proposta de reajuste salarial apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). A análise da proposta foi feita pelas assembleias em todo o Brasil.
A greve entra no seu vigésimo dia nesta terça-feira, 8. A mais longa da história foi em 2004 quando os bancários passaram 30 dias parados. No ano passado a paralisação durou apenas 9 dias.
Segundo a Contraf-CUT, o número de agências fechadas é de 11. 717.
Na última sexta-feira, a Fenaban apresentou proposta de reajuste de 7,1%. O Comando Nacional dos bancários rejeitou. Foi a segunda proposta rejeitada pela categoria. No dia 5 de setembro, a Fenaban propôs aumento de 6,1% nos salários da categoria e ampliou para 7,1% (0,97% de ganho real) a oferta aos trabalhadores. A Fenaban também acenou com aumento de 7,5% sobre o piso salarial (ganho real de 1,34%) para R$ 1.632,93.

A categoria reivindica reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação), participação nos lucros de três salários mais R$ 5.553,15, piso de R$ 2.860,21, entre outros pleitos.
Principais reivindicações dos bancários:
§  Reajuste salarial de 11,93%
§  PLR: três salários mais R$ 5.553,15
§  Piso: salário mínimo do Dieese (R$ 2.860,21)
§  Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: salário mínimo nacional (R$ 678)
§  Emprego: fim das demissões em massa, ampliação das contratações, combate às terceirizações e contra o PL4330 (que libera a terceirização e precariza as condições de trabalho), além da aprovação da convenção 158 da OIT (que inibe dispensa imotivada)
§  Fim das metas abusivas e assédio moral: a categoria é submetida a uma pressão abusiva por cumprimento de metas, que tem provocado alto índice de adoecimento dos bancários
§  Mais segurança nas agências bancárias, com a proibição do porte de chaves de cofres e agências por bancários
§  Igualdade de oportunidades, com contratação de pelo menos 20% de trabalhadores afro-descendentes