7/26/2012

Fiscalização rigorosa deixa a campanha eleitoral engessada

Todos chiam contra a rigorosa fiscalização da campanha eleitoral. Os candidatos se sentem numa “camisa-de-força”. Os institutos de pesquisa, também. Os veículos de comunicação reclamam que o rigoroso controle da lei eleitoral sobre eles restringe o debate público de ideias. Prega-se a necessidade de se atualizar as regras eleitorais em um cenário onde a internet e as redes sociais ganham cada vez mais relevância em uma eleição.

Não seria exagero afirmar que praticamente só falta à legislação eleitoral proibir o candidato de pedir voto. “Na Lei Eleitoral, segundo interpretação do MPE, não pode isso, não pode aquilo, nem isso e nem aquilo, enfim. Nada pode! Campanha, nem pensar.

Neste período eleitoral, os candidatos que deveriam estar nas vitrines estão escondidos no quarto, e os representantes do Ministério Público Eleitoral na mídia”. De fato, este é o momento de o candidato sair à rua e expor suas idéias e projetos, é o momento que deveria ser abundante em discussão e debate aberto.
Se há uma legislação eleitoral tão restritiva, os próprios políticos são responsáveis por isso. Afinal, por que até hoje o Brasil não promoveu a reforma política, como se sabe, o ponto de partido para as demais reformas? Não se fez isso porque o quadro que aí está é o que atende satisfatoriamente o jogo de interesses dos que estão no poder.

Houvesse, também, um eleitor mais esclarecido e seguramente seria dispensável a aplicação de regras eleitorais tão coercitivas no Brasil. Com elas, são muitas as denúncias de abuso do poder econômico, de uso da máquina pública e de compra de voto, imagine se não houvesse tais restrições. A eleição já teria virado um mercado persa.
Muitos eleitores reclamam honestamente das imposições aos seus candidatos. Muitos reclamam, entretanto, porque deixaram de ganhar dinheiro com isso, pois poderiam estar alugando sua porta, sua calçada e seu veículo para propaganda política.
Não há outro meio de se tentar inibir estas e outras malandragens de partidos, candidatos e eleitores mal intecionados sem uma implacável aplicação da dura legislação. 

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